segunda-feira, 9 de julho de 2012

Petrificação de Alma


Parei pra pensar sobre o que mudou com o passar dos anos...Não sinto mais tanta poesia, nem tanta fé nas pessoas como um dia já senti. Algo me joga de um lado pro outro, como em um furacão. Tento me interessar mais nas coisas. Um pôr do sol, uma mensagem inesperada, um cheiro que traga lembranças...Tento fazer das coisas reais um pouco fantasiosas pra não me perder de vez. Tudo que pode tornar essa vida cheia de coisas um pouco mais sútil. Um pouco mais fácil de se levar. Me esforço em sentir com todas as forças tudo o que vem quando toca uma música bonita ou quando leio uma história que poderia ter sido minha, mas vejo cada vez mais as coisas se tornando realistas demais, práticas e chatas demais, sem tempo para o que poderia ser belo e simples, achando falta de tempo ler um texto que poderia ter sido muito foda em outra ocasião, achando que todas histórias de amor, todas as palavras de saudade não passam de besteira, porque no final nada disso dura de verdade. Tenho me tornado uma pessoa cética, e isso me assusta. Ando encontrando no álcool algo que procuro nas pessoas. Parece que o coração que diziam ser de pedra, realmente é. E como dizem, levantei um muro alto demais e não sei se terei coragem de destruí-lo. Parece tão mais seguro do jeito que está. Mas de que adianta uma vida de álcool, números, bens materiais? De que adianta continuar assim? Afinal, qual o melhor caminho a seguir? Ser feliz, já não creio, só peço um pouco de paz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário